sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Flower Power ou Para Encher Lingüiça.







Como diria o Kramer: "mother nature is a maaaad scientist."

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Até que foi bem legal.

“Inauguramos” o apartamento em grande estilo. Umas trinta pessoas bebendo, rindo e falando alto.

Agradeço imensamente aos colegas que se fizeram presentes e curtiram esse momento com a gente.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Estava guardando o texto na vã idéia de envelhecê-lo em tonel de carvalho e, com isso, torná-lo apto para consumo. Mas como o Lessa adiantou a pauta, com direito a exagerados elogios, inclusive já lançando mão do texto, convém fazer coro.
***
GOLEIRO NÃO PODE FALHAR



Seria um golaço. Desses de cobertura de trás do centrocampo.

Mas acabou sendo mais um milagre de São Lessa, que naquele dia estava especialmente inspirado e até já marcara ele mesmo um gol.

Como fui eu quem chutou a gol, no lance capital, sei de detalhes que provavelmente ninguém viu.

Naquele átimo de segundo em que o atacante levanta a cabeça para o gol, logo antes do arremate, vi os olhos do Lessa vidrados em mim e na bola. Já corria para o gol, meio de lado para conseguir me olhar. Foi um daqueles olhares que parece dizer: vou defender! Pode chutar que eu vou pegar!

Coloquei a bola por cima, que ganhou destino certo e repito, seria gol.

Mas, qual um gato trepando num muro alto, o arqueiro se atirou na bola.

Meio de costas. Puro instinto.

Como se fosse o último chute do mundo, sacrificou-se para evitar o gol.

Pena que se machucou. Era lance para ser celebrado e lembrado. Até com uma placa.
Se há gol de placa, certamente há de existir defesa de placa.

O lance reafirma a certeza que somente o goleiro disposto a se ferir é capaz de operar milagres.

domingo, 16 de setembro de 2007

Ainda sobre a cínica absolvição de Renan.

A lição de Montesquieu é antiga, mas atual: "Os interesses particulares fazem com que facilmente se esqueçam os que são públicos".

Impressiona que, numa democracia que pretende ser respeitada como tal, existam sessões secretas no Parlamento. A Constituição da República prevê uma única hipótese de sessão secreta, mas não para julgamento de cassação de mandato. Salvo melhor juízo, são situações em que estejam envolvidas questões de segurança nacional, em que o sigilo seja necessário.

Percebam que não me refiro ao voto secreto, que, muito embora previsto na Constituição, é outra excrescência que impede que a REPRESENTATIVIDADE seja a marca da atuação parlamentar.

A designação de sessão secreta no parlamento, sem previsão na Carta Política, especialmente num momento politicamente grave, é uma demonstração inequívoca de que há algo a ser escondido. Do contrário o processo poderia ter ocorrido em praça pública.

E assombra saber que, mesmo com o voto secreto, numa sessão secreta, houve seis abstenções. O comprometimento é tão grande entre os parlamentares que o sujeito, mesmo protegido pelo mais absoluto sigilo, se recusa a optar.

O mais triste é ver o PT se prestar a esse sujo papel de proteger, defender e absolver Renan Calheiros.

O mensalão venceu a esperança.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

ANÚNCIO IMPORTANTE

Aos leitores, amigos e parentes, considera-se oficialmente divulgado o anúncio de casamento do feliz casal Santiago.

Podem dizer “até que enfim!!!”, se quiserem. Não há problema nenhum.

E tratem de reservar a noite do dia 26 de janeiro de 2008, sábado, para os devidos festejos.

P.s. Hoje eu percebi meu primeiro fio branco na barba. Coincidência???

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Amigos, sei que tenho sido infrequente, impontual. Quase omisso.
A coisa tá feia.
A advocacia, a mulher e os amigos têm me consumido o tempo. E, agora, também um "jogo" na Internet.

Mas para não passar batido, uma tirinha do grande LAERTE, um dos melhores cartunistas do Brasil. A tira, como se verá, tem tudo a ver com o blog em sua fase atual...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

A propósito do terrível acidente aéreo de ocorrido em São Paulo, tenho muito pouco a dizer. Não sou especialista e, pra falar a verdade, nem gosto muito de voar.

Mas tenho um primo que é controlador de tráfego aéreo. Cara muito bacana, por sinal.

Durante o carnaval deste ano, em São João Nepomuceno, intersecção geográfica das nossas árvores genealógicas, o rapaz me brindou com essa que eu nunca vou esquecer:

“Ricardo, se eu precisar viajar para qualquer lugar longe de casa, eu vou de moto e mochila nas costas, mas não entro num avião”.

Repito, o homem é controlador de vôo...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Com grande satisfação, o blog anuncia a boa nova: a Srta. Maria Carolina foi aprovada nos exames médicos e foi considerada apta a assumir o cargo de farmacêutica na FUNED – Fundação Ezequiel Dias. Inclusive, já pediu dispensa do atual emprego.

Meu amor, meus parabéns! Muita sorte e sucesso na nova empreitada.

A piada que, mesmo ruim, insiste em não faltar: daqui em diante, para falar mal de servidor público precisaremos ser mais cuidadosos...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Poucos dias atrás precisei enfrentar uma fila grande. Pornograficamente grande.

É uma sensação torturante, todo mundo sabe. Os minutos e as horas passam e você calcula os centímetros vencidos.

Mas não há melhor lugar que as filas para se discutir amenidades. Para se fazer amigos ou inimigos e até contatos profissionais. E, óbvio, para observar a matéria-prima fundamental do humor: o homem médio e suas versões.

Na verdade, a experiência na fila revela muito sobre o caráter das pessoas.

Curiosa figura é o ultra precavido. Chega às 5 da manhã e carrega barrinha de cereal, suco em caixinha e fio dental para os dentes. Esse nunca sai de casa sem levar um pouquinho de papel higiênico na bolsa.

Há aqueles que furam a fila escancaradamente: o intolerante. É o tipo que furava a fila do bebedouro na escolinha.

Notáveis também os que brigam com os que furam a fila escancaradamente (alto lá!! tolerância não é passividade).

Também tem aquele tipo que não fala nada, não sabe de nada, mas fica lá, pacientemente, até chegar a vez. Obviamente há também o tipo oposto, o que vai desistir mais cedo ou mais tarde. Causa grande prazer a todos aqueles que estão atrás dele. Não suportando o tédio e a espera, abre mão e parte.

Por sorte - me lembra o Thales – também há solidariedade entre os elementos da fila. Em geral os comportamentos tidos por inconvenientes são punidos por toda a coletividade. Uns protegem os outros.

Enquanto aguardava na fila e voava por estes – e outros - distantes devaneios, fui acordado por uma solicitação:

“Pode olhar o meu lugar enquanto eu vou ao banheiro???”

sexta-feira, 29 de junho de 2007

É isso aí, meus amigos e amores. Agora vai começar a insanidade. Em algum lugar no amplo espectro - nem sempre tão amplo - entre o sublime e o ridículo, estarei aqui.

A pretensão - grandiosa por certo - é escrever minhas impressões pessoais sobre tudo. Do curioso habito de usar óculos escuros à política internacional relativa à energia atômica. O risco do ridículo é grande, como podem constatar.

Treinado nas categorias de base do http://www.carrinhonoolho.blogspot.com/, sinto-me apto a assumir o posto de comandante de um blog próprio.

Alea jacta est.