terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2009 que vai 2010 que vem, a título de retrospectiva.



Foi um ano bem legal para a "família da Filó". Não temos do que reclamar.

VIAJAMOS BASTANTE:

Passamos o ano novo 2008/2009 na Lapinha da Serra. É realmente um lugar abençoado pela natureza.

Fomos em Guarapari duas vezes.

Assistimos, em São Paulo, o show do Elton John que foi do caralho.

Conhecemos Conceição do Mato Dentro, Monte Verde, Rio Preto e Casa Branca (com direito a esticar até o Inhotim).

Fomos para Tiradentes no feriado de 7 de setembro e vamos voltar para o ano novo 2009/2010.

Ainda fomos algumas vezes em São João Nepomuceno-MG, como de costume, visitar as raízes.

NO ESPORTE:

Tive a felicidade de ver o Cruzeiro campeão mineiro mais uma vez e de conseguir, novamente, uma boa colocação no campeonato nacional. Tive, é fato, uma decepção fortíssima na final da Libertadores, num inesquecível dia 15/07/2009. Mas são essas quedas que nos fazem pessoas mais fortes. Na paixão do futebol, a dor tem um lugar tão especial quanto o gozo.

Agora tenho um belo campo de futebol de botão, "homemade" e com dimensões bem generosas, apesar de não oficiais. Detalhe para os gols, totalmente artesanais, que foram feitos com madeira de lápis, pelo genial Sergio Lamberti. Estão todos convidados para uma partida ou mesmo um campeonato. (Obs. Na foto ao lado, ainda não tinha recebido os gols novos)



RELACIONAMENTOS:

Me encontrei bem menos do que gostaria com meus amigos e isso é lamentável.

No entanto, 2009 foi o ano da consolidação de uma nova amizade. Fazer conhecidos é muito fácil. Isso acontece todos os dias. Mas um laço afetivo de amizade é coisa muito importante e tem que ser celebrada. Xará, Lê e Pedro, a casa é de vocês!


CULTURA:

Li muito pouco. O "livro" que mais gostei de ler esse ano foi Asterix e as 1001 horas. Ah, também "li" O curioso caso de Benjamin Button, em quadrinhos. A história do Flamengo em quadrinhos, do Ziraldo, também é bem interessante. Menção honrosa à Larousse da Cerveja, obra que vou degustando aos poucos.

Indico dois discos: "Are you listening?", da Dolores O´Riordan e "Black Gives Way to Blue", do Alice in Chains.

Desenvolvi o gosto pela fotografia, hobby em que pretendo investir parte do meu tempo em 2010.


FELIZ ANO NOVO A TODOS!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sigo, em linha quase reta, a minha via crucis de fim de ano.

Já não sei mais em que dia da semana estamos.

Sei que beberei ao cabo do poente.

O corpo e a cabeça doem.

Convaleço.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ESTADO DE ESPÍRITO PÓS FRUSTRAÇÃO FUTEBOLÍSTICA

Preciso Me Encontrar

Cartola

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

É impressionante o bem que nos faz um abraço apertado, de um amigo que não vemos há muito tempo.

Não há dinheiro no mundo que pague.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Reportagem de capa do jornal Folha de São Paulo, do dia 24 de janeiro de 2009.

Não fosse criminoso, seria cômico. Ou melhor, é cômico, mesmo sendo criminoso.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Eu, Carol e Filó, que muitos de vocês ainda não conhecem, partimos hoje para alguns dias de merecidas férias.

Um pouco de mato e um pouco de mar.

Se precisarem de mim, não me encontrarão. Mas podem mandar um e-mail se quiserem.

Um abraço aos que são de coragem.

E um feliz ano novo para todos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Atribuem a Descartes: "nunca nos devemos deixar persuadir senão pela evidência de nossa RAZÃO".

Pobre é o ser humano que nunca vivenciou a EMOÇÃO de um clássico Cruzeiro e Atlético.

segunda-feira, 31 de março de 2008

"We have to go back, Kate! WE HAVE TO GO BACK!!"

sábado, 1 de março de 2008


Espero que tenham gostado tanto quanto nós.
A presença de cada um de vocês siginificou - e significa - muito.
Sei bem. Logo, logo os embalos da festa vão passar. Como disse o Morado, "um evento de alegria com uma distância amarga" (você também estava lá, cara - "into the west, smiles on the faces will come").


Mas a lembrança que vai ficar para sempre é essa: amigos, grandes amigos por perto, comemorando e celebrando uma data que nos é especial.

E a presença dos amigos é mais importante do que tudo o mais.








Ao menos, esse é o nosso "ponto de vista"...










sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A minha mensagem de Natal é uma reflexão aos colegas. Tudo de bom para vocês, mas pelas razões certas. Não porque o ano acabou. Não porque decidiram que é hora da dar presentes.

E coloco um texto do Rubem Alves, que diz muito bem o que deve ser dito.

Grande abraço a todos. Boas Festas.

RUBEM ALVES

Será que vou rezar?

É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que farei uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas

SOU UM ADMIRADOR de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!
Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado "reductio ad absurdum" que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro. Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco.
Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.
Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado.
É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave... No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?
É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança.
O nascimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. Não é preciso muito.
Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: "Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: "Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu...'" Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar...
Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.
Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus.
E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança.
Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho... Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.
É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?