"We have to go back, Kate! WE HAVE TO GO BACK!!"
segunda-feira, 31 de março de 2008
sábado, 1 de março de 2008

Mas a lembrança que vai ficar para sempre é essa: amigos, grandes amigos por perto, comemorando e celebrando uma data que nos é especial.



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Ricardo Santiago, o Billy
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sábado, março 01, 2008
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
A minha mensagem de Natal é uma reflexão aos colegas. Tudo de bom para vocês, mas pelas razões certas. Não porque o ano acabou. Não porque decidiram que é hora da dar presentes.
E coloco um texto do Rubem Alves, que diz muito bem o que deve ser dito.
Grande abraço a todos. Boas Festas.
RUBEM ALVES
Será que vou rezar?
É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que farei uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas
SOU UM ADMIRADOR de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!
Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado "reductio ad absurdum" que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro. Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco.
Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.
Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado.
É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave... No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?
É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança.
O nascimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. Não é preciso muito.
Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: "Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: "Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu...'" Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar...
Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.
Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus.
E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança.
Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho... Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.
É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?
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Ricardo Santiago, o Billy
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sexta-feira, dezembro 21, 2007
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
VOCÊ pode até pensar que é especial, mas no dia da chuva forte vai se molhar como qualquer outro.
VOCÊ pode se julgar imune, mas sentirá calor e frio, independentemente da sua vontade. E ai de VOCÊ se tiver esquecido a blusa em casa.
Por mais que VOCÊ desgoste, existem outras pessoas no mundo. E, a não ser que morram de repente, elas não vão desaparecer amanhã. E mais. Vão lhe dar bom dia com um ótimo sorriso na cara. Esteja preparado(a) para não fazer feio.
Aliás, por falar em morte, saiba que VOCÊ, assim como EU, também vai morrer um dia. E também seus pais, amigos e amores. Até o Cristo morreu – e de forma bastante dolorosa e humilhante, pode estar certo(a).
VOCÊ adora criticar os outros, mas saiba que pode estar sendo criticado(a) nesse exato momento, pelas mesmas razões. Ou por outras que você nem imagina. NÓS, humanos, somos os melhores quando se trata de esquecer dos nossos próprios defeitos.
VOCÊ não está protegido(a) das críticas, intrigas e fofocas.
Talvez VOCÊ tenha se se preocupado tanto em parecer simples, que ficou simplório(a). Em ter autoridade que ficou autoritário(a).
Faço-lhe, porém, uma solitária concessão: VOCÊ é único(a)! Não é igual a NINGUÉM. Mas mesmo nesta exclusividade que é intrínseca a NÓS todos, está sujeito(a) às intempéries, à dor, ao erro, à culpa, à morte.
Para VOCÊ, Pessoa!
POEMA
Fernando Pessoa
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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Ricardo Santiago, o Billy
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sexta-feira, dezembro 14, 2007
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Flower Power ou Para Encher Lingüiça.

Como diria o Kramer: "mother nature is a maaaad scientist."
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Ricardo Santiago, o Billy
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sexta-feira, novembro 23, 2007
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Até que foi bem legal.
“Inauguramos” o apartamento em grande estilo. Umas trinta pessoas bebendo, rindo e falando alto.
Agradeço imensamente aos colegas que se fizeram presentes e curtiram esse momento com a gente.
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Ricardo Santiago, o Billy
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quarta-feira, outubro 10, 2007
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Seria um golaço. Desses de cobertura de trás do centrocampo.
Mas acabou sendo mais um milagre de São Lessa, que naquele dia estava especialmente inspirado e até já marcara ele mesmo um gol.
Como fui eu quem chutou a gol, no lance capital, sei de detalhes que provavelmente ninguém viu.
Naquele átimo de segundo em que o atacante levanta a cabeça para o gol, logo antes do arremate, vi os olhos do Lessa vidrados em mim e na bola. Já corria para o gol, meio de lado para conseguir me olhar. Foi um daqueles olhares que parece dizer: vou defender! Pode chutar que eu vou pegar!
Coloquei a bola por cima, que ganhou destino certo e repito, seria gol.
Mas, qual um gato trepando num muro alto, o arqueiro se atirou na bola.
Meio de costas. Puro instinto.
Como se fosse o último chute do mundo, sacrificou-se para evitar o gol.
Pena que se machucou. Era lance para ser celebrado e lembrado. Até com uma placa.
O lance reafirma a certeza que somente o goleiro disposto a se ferir é capaz de operar milagres.
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Ricardo Santiago, o Billy
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quinta-feira, setembro 20, 2007
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domingo, 16 de setembro de 2007
A lição de Montesquieu é antiga, mas atual: "Os interesses particulares fazem com que facilmente se esqueçam os que são públicos".
Impressiona que, numa democracia que pretende ser respeitada como tal, existam sessões secretas no Parlamento. A Constituição da República prevê uma única hipótese de sessão secreta, mas não para julgamento de cassação de mandato. Salvo melhor juízo, são situações em que estejam envolvidas questões de segurança nacional, em que o sigilo seja necessário.
Percebam que não me refiro ao voto secreto, que, muito embora previsto na Constituição, é outra excrescência que impede que a REPRESENTATIVIDADE seja a marca da atuação parlamentar.
A designação de sessão secreta no parlamento, sem previsão na Carta Política, especialmente num momento politicamente grave, é uma demonstração inequívoca de que há algo a ser escondido. Do contrário o processo poderia ter ocorrido em praça pública.
E assombra saber que, mesmo com o voto secreto, numa sessão secreta, houve seis abstenções. O comprometimento é tão grande entre os parlamentares que o sujeito, mesmo protegido pelo mais absoluto sigilo, se recusa a optar.
O mais triste é ver o PT se prestar a esse sujo papel de proteger, defender e absolver Renan Calheiros.
O mensalão venceu a esperança.
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Ricardo Santiago, o Billy
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domingo, setembro 16, 2007
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terça-feira, 28 de agosto de 2007
ANÚNCIO IMPORTANTE
Aos leitores, amigos e parentes, considera-se oficialmente divulgado o anúncio de casamento do feliz casal Santiago.
Podem dizer “até que enfim!!!”, se quiserem. Não há problema nenhum.
E tratem de reservar a noite do dia 26 de janeiro de 2008, sábado, para os devidos festejos.
P.s. Hoje eu percebi meu primeiro fio branco na barba. Coincidência???
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Ricardo Santiago, o Billy
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terça-feira, agosto 28, 2007
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
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Ricardo Santiago, o Billy
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sexta-feira, agosto 03, 2007
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